segunda-feira, 22 de maio de 2017

MARKETING: ADMINISTRAÇÃO DE ESTRATÉGIAS E PROGRAMA DE PREÇO

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ADMINISTRAÇÃO DE ESTRATÉGIAS E PROGRAMA DE PREÇO
Victor Hugo Monteiro Miranda

1 INTRODUÇÃO
            Com a atual crise financeira, os clientes de uma organização não se encontram mais dispostos a pagar qualquer preço que a organização imponha sobre um produto ou um serviço. Conforme colocado por Kotler (2002), medidas do governo e fatores gerados pelo desenvolvimento, tais como a concorrência e a forte influência de terceiros, ajudaram a criar um ambiente em que os clientes estão mais bem informados do que jamais estiveram em relação aos preços cobrados pelas empresas. E eles estão utilizando esse maior volume de informações para exigir preços que consideram justos e adequados.
            Com o acesso maior à informação e a crescente crise os preços são pressionados cada vez mais para baixo. E com a renda dos clientes se mantendo a mesma ao longo do tempo ou até mesmo caindo, estes ficam cada vez mais cuidadosos ao comprar algo, visto que suas expectativas estão reduzidas e isso força as empresas a abaixar o seu preço. Porém, o preço é o único elemento do marketing que gera receita; os outros elementos costumam acarretar custos (Kotler, 1993, p. 558 apud Patzlaff, 2010)
            Então, visto a cautela dos consumidores é importante que uma empresa saiba estabelecer corretamente o preço de seus produtos e/ou serviços e estes segundo Biagio (2012) não podem ser formados apenas com base no custo e nas despesas, mas principalmente na sua qualidade, durabilidade e credibilidade que sua marca possui no mercado.
            O presente trabalho tem como objetivo apresentar estratégias e metodologias que auxiliam as empresas a estabelecer de modo mais efetivo e flexível o preço praticado. Uma vez que a maioria das empresas, principalmente de pequeno porte, não compreende onde posicionar seus produtos e/ou serviços em termo de qualidade e preço. Tampouco estabelecer uma política de preço adequada. E é de suma importância que a empresa consiga identificar como organizar e consertar isso pois isto no mercado pode significar a sobrevivência da empresa em casos mais críticos e trazer melhoras para a empresa em casos mais razoáveis maximizando os lucros, faturamentos, crescimento de vendas, desnatação do mercado e podendo buscar a liderança de produto-qualidade de seu setor.
            Neste trabalho, tentaremos evidenciar a importância do uso dessas estratégias e metodologias, de que maneira e em quais situações elas devem ser utilizadas e o que deve ser esperado de cada fase composta por elas.


2 DESENVOLVIMENTO
            Uma empresa deve saber como estabelecer um preço quando desenvolve ou adquire um novo produto ou serviço e quando o lança em um mercado. Para isso a empresa deve saber onde posicionar este produto ou serviço visualizando não apenas custos e despesas, mas também sua qualidade, durabilidade e credibilidade que sua marca possui no mercado (BIAGIO, 2012).
            Sabendo da importância do correto estabelecimento de preços para a obtenção dos resultados requeridos com as vendas, torna-se crucial entender o que a variável preço compõe no marketing. Kotler (2006) mostra o que pode ser feito para uma administração estratégica de preço eficaz e a sua relação com as outras variáveis do composto de marketing. Segundo ele nesta etapa deve ser feita as seguintes análises:
  • Definir os objetivos da empresa com relação a preços;
  • Analisar a demanda nacional e internacional;
  • Analisar e controlar os custos de produção;
  • Analisar os custos, preços e ofertas dos concorrentes;
  • Escolher um método a ser usado na determinação de preços e decisão de que tipos de preços e variações (regionais, conjunturais, etc.) seriam praticados;
  • Elaborar como serão as reações da empresa a mudanças de preços dos concorrentes.
Então seguindo as etapas propostas basicamente o que fazemos é selecionar o objetivo do preço visualizando o que se deseja realizar com a oferta deste produto, estimar a curva de demanda para definir as quantidades prováveis que será vendida do produto e a qual preço, estimar como os custos variam (em diversos níveis) durante a produção, examinar os custos, preços e ofertas dos concorrentes para ter bases quanto ao seu produto, escolher um método de preço: preço de markup, de retorno alvo, de valor percebido, de valor, de mercado e de licitação, elaborar os cenários de reação da empresa para cada mudança feita pelos concorrentes e finalmente selecionar o seu preço final, levando em consideração outros elementos de marketing tais como: políticas de preço da empresa, preço psicológico, a influência de outros elementos do composto de marketing sobre o preço, entre outros.
Segundo Parente (2000), a empresa deve determinar o preço de seus produtos, baseando-se em três objetivos principais: objetivo de venda, objetivo de imagem de preços e objetivo de lucro. A empresa deve saber exatamente o que ela deseja realizar com aquele produto pois quanto mais claro seus objetivos, mais fácil será estabelecer o preço e embora existam outros diversos compostos de marketing importantes o preço ainda permanece como um elemento fundamental para determinar a entrada e participação em mercado e na lucratividade da empresa.

2.1 COMPOSTO DE MARKETING
            Segundo Kotler (1993), conforme citado por Souza e Silva (s.d) o composto de marketing, também conhecido como mix de marketing, é um conjunto de ferramentas que a empresa utiliza para alcançar seus objetivos de marketing no mercado-alvo. Estas ferramentas servem para auxiliar os gestores a vender seus produtos e também manter a empresa em contato com o mercado para sempre estar atualizado e inovando de acordo com o mesmo.
            Lovelock e Wirtz (2006) conforme citado por Souza e Silva (s.d) ao abordarem as estratégias de marketing, afirmam que devem ser adotados quatro elementos: preço, produto, praça ou distribuição, e promoção ou comunicação. Estes elementos formam os 4P’s de marketing, sendo estes elementos caracterizados como as principais variáveis de decisão em um plano de marketing.
            Os serviços normalmente são produzidos e consumidos simultaneamente, o que acarreta em inúmeras implicações e peculiaridades. O reconhecimento das variáveis típicas dos serviços levou os profissionais de marketing desta área a adotar o conceito de marketing expandido para serviços, que além dos 4 Os, inclui pessoas (peoples), evidências físicas (phisical evidence) e processo (process) (ZEITHAML E BITNER, 2003 apud MOTA, 2009).
            A tabela abaixo mostra o modelo 7P’s de serviços, proposto por Zeithaml e Bitner (2003).

Figura 1 – Modelo 7P’s
Fonte: ZEITHAML E BITNER, 2003, p.41 apud MOTA, 2009).

Segundo Mota (2009) os autores as caracterizam da seguinte forma: evidências físicas (decoração do ambiente físico, sinalização, mobiliário, entre outros), participantes (todos os atores dos serviços, incluindo funcionários e os clientes) e processos (procedimentos, mecanismos e fluxo de atividades ou como se dá a entrega do serviço).
2.1.1 PRODUTO
            Produto é aquilo que um consumidor obtém em um processo de troca, podendo este ser tangível (bens) ou intangível (serviços). Os produtos tangíveis podem ser classificados em bens duráveis e não duráveis, os intangíveis são classificados como serviços, locais, pessoas e organizações.

2.1.2 PREÇO
            Armstrong (2007) afirma que o preço é a quantia em dinheiro que se cobra por um produto ou serviço. E para Peter (2000) preço é a quantidade de dinheiro, bens ou serviços que deve ser dada pelo cliente/consumidor para adquirir o produto ou serviço. Analisando as definições dadas pelos autores podemos dizer que o preço é uma variável sensível e deve ser bem alinhado ao composto do produto, não podendo haver discrepâncias. Kotler, Hayes e Bloom (2002) afirmam que os preços possuem dois extremos sendo eles a penetração de mercado, onde o preço deve ser menor para que o produto ou serviço possa ser competitivo em determinado mercado ou a desnatação do mercado, onde geralmente para oferecer algo diferenciado ao consumidor o preço costuma ter um aumento.
            Preço é um fator essencial na decisão de um consumidor que deseja um produto ou serviço, mas embora o consumidor tenha diversos desejos cada um visualiza o preço de uma maneira e nem todos têm condições para adquirir. Segundo Las Casas (2007), conforme citado por Souza e Silva (s.d) quanto maiores os recursos financeiros, maior é a possibilidade da compra por produtos e serviços com preços mais altos. O consumidor só efetuará a compra se ele avaliar sua satisfação em função do preço cobrado.
Kotler e Keller (2006) estipulam seis métodos de determinação de preço:

  • Markup: método de simples acréscimo de margem padrão ao custo do produto para formar o preço de venda.
Popular porque os vendedores têm mais certeza dos custos do que da demanda, o cálculo é simples quando os custos se alteram, quando todas as empresas usam o método, os preços tendem a ser similares.
Os preços são mais altos em itens sazonais (para cobrir risco de encalhe), de especialidade, de giro lento, com custos altos de estocagem e movimentação e também tem itens de demanda inelástica, e também é alto com produtos de custos ocultos ou altamente variáveis.

  • Preço de Retorno-Alvo: as empresas determinam o preço que assegura a sua taxa alvo de retorno sobre o investimento (ROI), o fabricante realizará o ROI pretendido se seus custos e vendas estimadas forem precisos.
Importância do cálculo do Ponto de Equilíbrio para que se saiba o que pode acontecer caso a previsão de vendas não se concretize.
      Ignora a elasticidade de preços e preços dos concorrentes
·         Preço de Valor Percebido: as percepções de valor dos compradores, não custos, são fatores-chave para determinar preço.
A chave para o uso de valor percebido é determinar corretamente através da pesquisa       de marketing a percepção do mercado em relação ao valor da oferta.
·         É fundamental o pensamento do posicionamento do produto.
      Medir o valor percebido de cada um dos benefícios do produto: (precificação pelos    componentes de valor) durabilidade, confiabilidade, serviço superior, garantia em peças, entre outros.
      Deve-se mostrar ao consumidor porque o produto é mais caro, ou seja, o valor que a   oferta de fato representa.

  • Preço de Valor: a fixação de um preço baixo em relação à alta qualidade do produto quando comparado ao seu concorrente.
Não é a simples redução do preço, mas sim um esforço de redução dos custos sem perder a qualidade.
  • Preço de Seguidor do Concorrente: a empresa baseia seu preço em função dos preços cobrados pelos concorrentes, dedicando menor atenção aos custos ou à demanda.
  • Preço de Licitação: a fixação do preço é fortemente orientada para a concorrência.
Maior o preço, menor serão as chances da empresa de vencer a licitação, sendo possível o cálculo do lucro esperado de cada alternativa de preço com as respectivas probabilidades de vitória.
2.1.3 PRAÇA
            Praça visa a disponibilidade do produto, onde produzir, como distribuir, como transportar, como armazenar e onde vender para que o produto chegue ao consumidor da forma mais eficaz possível. É importante saber em que região o produto é mais procurado e quanto tempo leva para que os consumidores comprem novamente, se o produto é mais comprado em pontos físicos ou lojas virtuais e se ele é mais comprado no atacado ou varejo para que seja possível selecionar a intensidade e o canal de distribuição que sejam ideais para que o produto não falte e nem sobre em estoques.
            A logística tem papel importante nesse tópico, segundo Lacombe (2003), o armazém serve como centro de distribuição, pois recebe uma quantidade da fábrica, divide e envia para os clientes. A partir daí o transporte tem função de levá-lo ao cliente, tornando necessário o estudo geográfico de indústria, armazém, loja e clientes.
2.1.4 PROMOÇÃO
            Nenhum bem ou serviço terá sucesso se não for bem apresentado e o marketing deve servir para promover as qualidades do produto, persuadir potenciais clientes e principalmente incentivá-los a adquirir o produto. A comunicação para a promoção é fundamental para que se possam atrair clientes novos, pois é preciso conquistá-los para influenciar em suas decisões de compra.
2.1.5 PESSOAS
            A equipe deve estar preparada para atender as necessidades e desejos com base nos hábitos do consumidor, os atendentes e vendedores são responsáveis por transmitir a imagem da empresa. É necessário investir em treinamento pois bom atendimento e atenção são primordiais no relacionamento com o cliente e acabam sendo diferencial competitivo. Para que os funcionários consigam motivar os clientes, eles precisam se sentir motivados.
2.1.6 EVIDÊNCIAS FÍSICAS
            A evidência física entra quando o cliente ainda está formando sua opinião sobre a empresa e por ser difícil para eles avaliarem objetivamente a qualidade de um serviço prestado, muitas vezes eles necessitam de uma evidência física que faz parte do serviço para que possam fazer suas avaliações. No momento da escolha, os consumidores utilizam suas próprias percepções acerca da loja, denominada imagem da loja ou personalidade da loja, descrita como: “a forma com a qual a loja é definida na mente do consumidor, em parte em razão das suas qualidades funcionais e em parte pela aura de atributos psicológicos” (BLACKELL; MINIARD; ENGEL, 2005 apud Souza e Silva, s.d). A evidência física inclui elementos que compõem o ambiente exterior e interior da empresa e o quão acolhedor para o cliente são esses elementos.

2.1.7 PROCESSOS
            Os processos são entendidos como sendo todos os passos detalhadamente dados até a conclusão de um serviço sendo importante que esse processo seja passado ao cliente para que o mesmo se sinta mais próximo da empresa. Segundo Souza e Silva (s.d) processos que são elaborados com ações voltadas ao atendimento ao cliente geram satisfação. Porém, quando há uma ineficiência nesse processo os clientes ficam insatisfeitos com a prestação. Sendo assim, vemos que é importante o envolvimento do cliente no processo e se mostra bem aceita a inserção até mesmo de um relacionamento pós-venda, visando satisfazer ainda mais esse cliente, cativando-o.

2.2 DETERMINAÇÃO DOS PREÇOS DE SERVIÇOS
A determinação de preços para serviços profissionais é bem diferente da determinação de preços para produtos de consumo, segundo Kotler (2002) há três diferenças fundamentais na maneira pela qual os clientes avaliam os preços do serviço, são elas:
·       Os clientes normalmente dispõem de referências limitadas ou incorretas sobre os preços dos serviços;
·       O valor monetário não constitui o único fator relevante para os clientes que compram serviços;
·       Muitas vezes os preços sinalizam a qualidade dos serviços prestados.
Se você perguntar a uma pessoa comum o preço de um bem tangível como um carro, um notebook ela facilmente irá te responder, mas se você perguntar a uma pessoa alheia a esses serviços quanto cobra um advogado, contador ou outro prestador de serviços provavelmente você irá ver que ela não tem a mínima ideia. Quem consome serviços normalmente possui pouca ou não possui nenhuma referência sobre o preço desses serviços. E ainda segundo Kotler (2002) isso ocorre por conta de quatro fatores:
·         Os prestadores de serviços profissionais talvez não queiram ou não possam calcular com antecedência o preço;
·         Uma vez que os serviços são intangíveis e prestados conforme as necessidades, quem o oferece dispõe de maior flexibilidade na configuração e nas combinações do serviço prestado;
·         Diversidade de necessidade dos clientes individuais;
·         Clientes podem achar incômodo pesquisar os honorários cobrados pelos serviços dos profissionais.
Diante desses pontos foi necessário para as empresas que prestam serviços criassem opções estratégicas para estabelecer os honorários, visualizando o papel dos custos não-monetários e o preço como indicação da qualidade do serviço para maximizar seus lucros.
            Kotler, Hayes e Bloom (2002) orientam dois elementos fundamentais de estratégia de determinação de preços ou honorários: O nível médio dos honorários cobrados e a forma da composição da conta. Assim a empresa deverá decidir o quanto quer que seus honorários sejam e como vão compor ou cobrar esses honorários, visando variáveis como penetração de mercado, desnatação do mercado, entre outras.

2.3 EXEMPLOS PRÁTICOS
            O exemplo apresentado neste trabalho é intitulado “7 P’s of McDonalds” e foi retirado e traduzido do fórum Management Paradise e retrata como é representado os 7 Ps utilizados pela rede de fast food McDonalds.



Figura 2 - Logotipo McDonalds          
Fonte: Internet.


Produto: o portfólio do McDonalds é composto principalmente de hambúrgueres vegetarianos e não vegetarianos. Os hambúrgueres vegetarianos são oferecidos aos consumidores quando requeridos enquanto os não vegetarianos ficam disponíveis no menu. Para complementar ainda mais o seu menu, umas infinidades de outros itens também são oferecidos. O McDonalds também forma combos com todos os seus produtos que ficam acompanhados de batatas fritas, refrigerantes e sobremesas.
Preço: os hambúrgueres vegetarianos do McDonalds juntamente com seus combos têm preços entre R$20 e R$48 enquanto os não vegetarianos ficam entre R$26 e R$ 42.
Promoção: o foco primário do McDonalds está nas crianças, então eles possuem um produto chamado “Mc Lanche Feliz” que dão às crianças pequenos brinquedos junto com suas refeições. O foco secundário que são os adultos recebem promoções como cartões de desconto, fidelidade, entre outros.
Praça: as lanchonetes McDonalds estão espalhadas por todas as regiões, as lojas não oferecem delivery mas todas são bem acessíveis quanto a lugar. O McDonalds também oferece os chamados drive-thrus.
Pessoas: os colaboradores do McDonalds estão sempre devidamente uniformizados e portando os itens necessários para manuseio de alimentos, o McDonalds tenta sempre proporcionar um clima de serviço amigável entre seus clientes e colaboradores.
Processo: o processo de fabricação dos alimentos no McDonalds é completamente transparente, todos os clientes podem ver, e opinar sobre os padrões de higiene e a qualidade dos produtos da rede, que permite a entrada deles na cozinha.
Evidência Física: o McDonalds foca na higiene dentro e fora de suas lojas e ao mesmo tempo os interiores são atraentes, mantendo uma decoração padrão nas unidades.
           
 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
            Concluindo, é importante observar que o presente trabalho mostra como é extremamente necessário para as empresas que vendem produtos ou serviços analisar todas as variáveis que compõe o valor do serviço e não apenas aquilo que é custo ou despesa. A estratégia dos “7 Ps” é um modelo bastante completo que visualiza e trabalha as principais variáveis de decisão em um plano de marketing. Hoje, com a maior capacidade de análise de dados e informações é possível levantar cada ponto do modelo e verificar a melhor opção sem deixar espaço para brechas ou falhas, melhorando ainda mais o processo.
            O preço, contudo, continua sendo uma das variáveis mais importantes por conta da sua flexibilidade e por ser fácil de ser modificado. Possuindo estes atributos torna-se fácil utilizar o preço como atributo para se inserir no mercado ou mesmo para se diferenciar dos demais e atrelado aos fatores que compõem os “7 Ps” pode significar o sucesso absoluto de um serviço ou produto que adentra e constitui o nosso tão competitivo mercado.
            Finalizando, podemos observar como o uso do modelo pode concluir se será possível ou não o estabelecimento de tal preço por um serviço ou produto, como, baseado no preço, este produto irá adentrar o mercado e também, tratará de como se permanecerá competitivamente nele, definindo novas estratégias conforme suas mudanças.
                       

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIAGIO, Luiz Arnaldo. Como Calcular o preço de venda. Editora Manole, 2012.
BLOOM, Paul N.; KOTLER, Philip; HAYES, Thomas. Marketing de serviços profissionais. Editora Manole Ltda, 2002.
PATZLAFF, PRISCILA MARIA GREGOLIN; PATZLAFF, AIRTON CARLOS. A INFLUÊNCIA DAS ESTRATÉGIAS DO MIX DE MARKETING NA CONQUISTA DO MERCADO-ALVO. 2010. Disponível em:< http://e-revista.unioeste.br/index.php/csaemrevista/article/view/4599/> Acesso em: 03 de maio. 2017.
PARENTE, Juracy. Varejo no Brasil: gestão e estratégia. Editora Atlas, 2000.
SOUZA, Mariana da Silva Pereira; SILVA, Márcia Beatriz Ferreira Amaral. AVALIAÇÃO DO MIX DE MARKETING DE SERVIÇOS E ANÁLISE DA CONCORRÊNCIA. UM ESTUDO EM UMA EMPRESA DO RAMO DE RESTAURANTES DO CENTRO OESTE MINEIRO. Disponível em:<http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos15/18722306.pdf/>. Acesso em: 03 de maio. 2017.
CASAS, A. L. L., Marketing de serviços. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 2007, 257p.
PETER, J. P. JR, G. A. C., Marketing, Criando valor para os clientes. 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 2000. 626 p
KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing. 2006. PDF.
LACOMBE, Francisco José Masset. Administração: princípios e tendências. São Paulo: Saraiva, 2003.
MOTA, Mariângela Gonçalves. Conceitos e práticas de marketing: um estudo da sua adoção por empresas prestadoras de serviços de saúde em Montes Claros–MG. Pedro Leopoldo, 2009. Disponível em:< http://www.fpl.edu.br/2013/media/pdfs/mestrado/dissertacoes_2009/dissertacao_mariangela_goncalves_mota_2009.pdf/>. Acesso em: 03 de maio. 2017.


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terça-feira, 25 de abril de 2017

Exercício de Contabilidade de Custos

1 -  Determinada empresa produz ventiladores de teto, sendo 3 modelos. Os custos com manutenção (sem relação com o volume produzido), depreciação, e supervisão são de $ 5.000 e as despesas administrativas são de $ 4.000, no mês. Para fabricar os produtos há os seguintes gastos:  

  

Pede-se:
a) Calcule a margem de contribuição de cada produto. 
b) Calcule o lucro líquido da empresa. 

Resolução:
a)
Margem Contribuição: 
Produto A: 30-20-3 = 7, 
Produto B: 25-16-2 = 7, 
Produto C: 27-15-2 = 10
Margem Contribuição Total: 
Produto A: 7*1000 = 7000
Produto B: 7*1500 = 10500
Produto C: 10*1000 = 10000

b)
Farei a letra B assim que possível

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Exercícios de Custeio Variável

1) A valoração de estoques, pelo Custeio Variável, contempla:
a. Todos os custos de transformação.
b. Apenas os custos diretos de produção.
c. Apenas os custos variáveis de produção.
d. Todos os custos e despesas variáveis.
e. Todos os custos e despesas identificáveis.


2) A valoração de estoques, pelo Custeio por Absorção, contempla:
a) apenas os custos diretos de produção.
b) apenas os custos fixos de produção.
c) todos os custos de produção e de administração.
d) todos os custos de produção.

3) Quando há diferença no valor do resultado operacional entre o Custeio Variável e o Custeio por Absorção, ela está sempre, apenas, no tratamento dos: 
a) Custos fixos. 
b) Custos indiretos. 
c) Custos variáveis. 
d) Custos diretos.
e) Despesas. 

4)  Em determinado período em que não haja estoques iniciais, o Método de Custeio Variável apresentará resultado maior, em relação ao de Custeio por Absorção, quando a empresa: 
a. Vender tudo que produzir. 
b. Nenhuma das alternativas satisfaz à condição. 
c. Produzir menos do que vender. 
d. Vender menos do que produzir. 
e. Produzir mais do que vender

5) Classificam-se como fixos os elementos de custos cujo valor total, dentro de determinado intervalo de tempo, em relação às oscilações no volume de produção: 
a. Acompanhem o volume. 
b. Diminuam com o aumento de volume. 
c. Permaneçam constantes. 
d. Aumentem com a diminuição de volume. 
e. Tenham correlação com o volume de produção. 

6) Em 31.12.2012 a empresa Master tinha em estoque, matéria prima adquirida em 01 de agosto de 2012: 5.000 unidades de Produto Y a um custo unitário de R$ 2,50; 3.000 unidades de produto B a um custo unitário de R$ 1,00; e 3.000 unidades de produto Z a um custo unitário de R$ 1,80. O contador, preocupado em seguir os critérios de avaliação de estoques definidos pela Lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.941/09 e regulamentada pelo CPC 16, percebeu que devido à existência de concorrência entre fornecedores (encontrou valores de reposição), os preços da matéria prima sofreram alterações. Logo, os valores de realização líquido dos estoques de matéria prima em 31.12.2012 eram de: Produto Y custo unitário R$ 2,60; Produto B R$ 0,90 e produto Z R$ 1,50. Assinale a alternativa correta, quanto à demonstração no Balanço Patrimonial, da redução da conta de estoques: 
a. Não há perda estimada a ser lançada para o produto Y. 
b. Há perda estimada de R$ 300,00 a ser lançada para o produto Z. 
c. Não há perda estimada a ser lançada para o produto Z. 
d. Há perda estimada de R$ 500,00 a ser lançada para o produto Y e R$ 300,00 para o produto B. 
e. Não há perda estimada a ser lançada aos produtos Y, B e Z, em virtude de serem ainda matéria prima. 

07) Assinale a alternativa que define os grupos de contas que compõem o Ativo e o Passivo no plano de contas: 
a. Ativo Circulante, Ativo Permanente, Passivo Circulante, Passivo de Longo Prazo, Patrimônio Líquido. 
b. Disponível, Ativo Realizável a Longo Prazo, Ativo Permanente, Passivo Circulante, Passivo de Longo Prazo, Capital Social. 
c. Créditos, Despesas, Receitas, Intangível, Imobilizado, Fornecedores. 
d. Investimentos, Créditos, Provisões, Obrigações Trabalhistas, Lucros Acumulados. 
e. Ativo Circulante, Ativo Não Circulante, Passivo Circulante, Passivo Não Circulante e Patrimônio Líquido

08) Com relação ao CPC 22 (Informações por Segmento) , avalie as afirmações seguintes: 
I. Sobre os principais clientes, a divulgação é recomendada quando as receitas provenientes de um único cliente externo ultrapassarem 10% da receita total da entidade. 
II. Em geral, informações por segmento são formadas por detalhamentos de áreas geográficas no mercado local e no exterior; informações sobre produtos e serviços que compõe o mix da entidade; e informações sobre os principais clientes. 
III. A organização deve optar pela divulgação dos segmentos por área geográfica, ou por produtos ou serviços, ou por clientes, sendo portanto essas alternativas mutuamente excludentes. 
IV. Entre os critérios para agregação de segmentos operacionais em um segmento único, a similaridade no que tange à natureza dos produtos e serviços ou nos processos de produção é uma característica que é necessário observar. É correto o que se afirma em: 
a. I e IV, apenas. 
b. I, II e IV, apenas. 
c. II e III, apenas. 
d. II, III e IV, apenas.
e. Todas as alternativas. 

09) Assinale a alternativa que define os elementos determinantes que constam no balancete:
 a. Contas; movimentos a débito e créditos
b. Identificação da Entidade; data a que se refere; abrangência; identificação das contas e respectivos grupos; saldos das contas, indicando se devedores ou credores; soma dos saldos devedores e credores. c. Descrição das contas de resultados e respectivos saldos. 
d. Contas; saldo anterior e saldo atual. e. Débitos e créditos.


 10) Considerando a classificação dos gastos, é correto afirmar que: 
a. Despesas fixas são gastos repetitivos, já que sua ocorrência se dará em todos os meses, mesmo que os valores não sejam exatamente os mesmos em todos os períodos. 
b. Custos primários são todos os custos de produção, diretos e indiretos, ocorridos em determinado período. 
c. Custos de transformação são os custos de matéria-prima e de mão-de-obra direta, que são transformados no processo produtivo. 
d. Custos diretos podem ser diretamente apropriados aos produtos, bastando haver uma medida de consumo. 
e. Custos indiretos são gastos fixos, que não oferecem condição de uma medida objetiva e qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada. 
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